Genealogia – O desafio Parte I – Introdução

Nas atividades comemorativas  dos cem anos da imigração italiana – 1875 – 1975 houve um apelo e, ao mesmo tempo, uma mudança de visão do passado dos colonizadores italianos. Muitas celebrações festivas e iniciativas de recuperar a caminhada dos que aqui vieram e povoaram a região, querendo esquecer um passado sofrido e construir uma nova pátria. O passado deles foi relegado,  esquecido e, com ele muitos valores tiveram o mesmo destino. A História ensina que há duas direções: garantir os valores e evitar os erros cometidos. Ainda, quem não conhece o passado não sabe para onde ir. O que veio antes ensina o que poderá vir.

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No atual contexto, pelas iniciativas da Associação Família Bortolini – AFB contando com a colaboração de muitos componentes há dois panoramas: o primeiro é composto pelas atividades dos encontros e festas nacionais, o segundo pelos estudos e pesquisas procurando conhecer os ancestrais. Com isso podemos entender que há o atendimento do presente/futuro através das festas, AFB/ Núcleos e o segundo, o passado, pela elaboração de genealogias.  A matéria das linhas que seguem foi elaborada com a finalidade de estimular e publicar as genealogias da família Bortolini. Seria muito desejável que despertassem iniciativas grupais e individuais como elemento de cultura e veneração aos ancestrais, especialmente aqueles que deixaram a mãe-pátria na busca de uma vida melhor em terras desconhecidas. Um verdadeiro sonho surgido do sofrimento, pensando muito mais nos filhos do que em si mesmos. Com muita fé e coragem os imigrantes embalaram um sonho promissor, apenas contemplado no horizonte dos tempos. Valeu a ousadia de um risco total apenas esperado e realizado para seus filhos e netos que somos todos nós. Ficar apenas numa espécie de anonimato, com histórias, apenas contadas nos momentos festivos, nos filós, nos aniversários, parece muito pouco para quem hoje goza de boa alimentação, conforto material e bem-estar social. A palavra omissão aqui pode ter o sentido de ingratidão. A participação efetiva é uma colaboração para si mesmo, para a própria família e para o clã Bortolini. Que dirão de nós as gerações futuras? Fizeram o que deveriam ter feito? A Associação Família Bortolini incentiva e pode colaborar com os grupos familiais.

A matéria está apresentada em partes para facilitar a leitura, a compreensão e aplicação.